Post 7 da Série Quarentena: Se o seu objetivo é estudar em inglês – II

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Você sabia que não existe vestibular no Reino Unido?

O ensino é gratuito na Ingalterra até os 18 anos. Quem estiver no Reino Unido antes dessa idade, fará provas de A Levels e as notas que tirar definirão quais cursos poderá fazer e em quais universidades.

Quem chegou aqui depois dos 18, com o ensino médio no Brasil já concluído e tiver bom comando da língua inglesa, poderá fazer um curso técnico ou ingressar direto na graduação aqui (se você não tem o ensino médio, veja o Post 3 desta #Série_Quarentena).

Para o brasileiro que vem estudar na universidade da Inglaterra, Escócia, País de Gales ou Irlanda do Norte, o que conta é o conjunto de notas do ensino médio.  Além das boas notas, você tem que trazer uma carta de recomendação de um professor do Brasil e escrever, você mesmo, uma excelente carta de apresentação (chamada de “personal statement”). Como você estudará cursos que os próprios britânicos estudam, precisa comprovar que você tem um bom nível de inglês e isso se faz, geralmente, mostrando a nota que você tirou no #IELTS. Para cursos de graduação, a nota mínima exigida é de 6.0, mas universidades de alto ranking podem exigir notas maiores. (sobre o IELTS, leia o Post 6 desta #Série_Quarentena)

É importantíssimo ressaltar aqui que não importa se você terminou o ensino médio quando ele ainda era chamado de Segundo Grau! Sério. Quem tem mais de 21 anos já é considerado “mature student” e, portanto, não é pra você ficar achando que você será a única aluna “madura” da turma. Segundo o #UCAS, Universities and Colleges Admissions Service – órgão que centraliza e gerencia os processos de inscrição e aceitação de todos os estudantes nas instituições de ensino superior daqui, só um pouco mais da metade da sala é preenchida com alunos entre 21 e 24 anos. Os maduros preenchem a outra parte, sendo 38% entre 25 e 39 anos e 10% acima de 40. Então, certamente você não será a vovozinha da turma e nem ficará isolada no meio da moçada sem noção!

Os que querem fazer pós precisam obrigatoriamente apresentar o diploma (ou certificado) + histórico escolar da graduação e, pelo menos, uma carta de apresentação e outra de recomendação de ex-professor ou ex-empregador. Dependendo o curso, como o #PGCE para poder trabalhar como professora, você também deverá apresentar o histórico do ensino médio para mostrar as suas notas do que seria o equivalente ao GCSE para eles.

Obviamente, todos os documentos precisam ser traduzidos por tradutor oficial e certificado. Muitas vezes, faço a tradução simples de carta de apresentação e mesmo da carta de recomendação que o professor/empregador rascunhou para que ele “copie e cole” a versão em inglês em seu papel timbrado, assine e carimbe, facilitando a vida de todos.

Como fazer a inscrição na faculdade?

A inscrição (“application”) é feita através de um formulário especial da UCAS, que deve ser preenchido com os seus dados pessoais e as suas opções de cursos e universidades desejadas. Você pode se candidatar para cursos em até 5 faculdades diferentes. O ideal é escolher os mesmos cursos em todas as universidades, em vez de se candidatar, por exemplo, para Fisioterapia em uma universidade e Educação Física em outra. Uma vez enviada a inscrição, as universidades levam, em média, 8 semanas para dizer se aceitam, ou não, o candidato.

São tantas as opções de cursos, são tantas as universidades… Por onde começar?

Para entender melhor o leque de opções de cursos e quais universidades, você pode começar pesquisando na aba “Estude no Reino Unido” do site www. www.britishcouncil.org.br/ do British Council, direcionado aos estudantes brasileiros que querem estudar no Reino Unido. Tem muitas explicações importantes sobre o sistema educacional britânico por lá.

É importante também entrar nos sites das universidades e entender mais minuciosamente a estrutura curricular de cada curso de seu interesse, o enfoque que é dado e quais são os módulos obrigatórios e os optativos oferecidos.

Fora o curso e as universidades propriamente ditos, você também precisa pensar se prefere estudar em cidade grande ou pequena, sobre o custo de vida e se você se adaptaria com as particularidades da cidade escolhida.

Preciso de ajuda!

É verdade que com a internet, ficou muito mais fácil ter acesso à informação, sem nem mesmo precisar sair de casa. No entanto, a infinidade de sites disponíveis e a enxurrada de informação podem, muitas vezes, confundir e desanimar.

Por isso, a melhor dica de todas é procurar a preciosa ajuda dos consultores de educação brasileiros aqui no Reino Unido.

Além do aconselhamento gratuito e imparcial, eles podem te ajudar a decidir sobre os cursos e universidades, preencher o formulário da UCAS, identificar quais documentos necessários, etc.

Não fique perdida em meio a tanta possibilidade ou insegura com os procedimentos do UCAS, todos nós estamos aqui para te ajudar!

 

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